Fatores de Risco

O investimento nos valores mobiliários de emissão da Companhia envolve a exposição a determinados riscos. Antes de tomar qualquer decisão de investimento em qualquer valor mobiliário de emissão da Companhia, os potenciais investidores devem analisar cuidadosamente todas as informações contidas neste Formulário de Referência, os riscos mencionados abaixo e as demonstrações financeiras da Companhia e respectivas notas explicativas. Os negócios, situação financeira, resultados operacionais, fluxo de caixa, liquidez e/ou negócios futuros da Companhia poderão ser afetados de maneira adversa por quaisquer dos fatores de risco descritos a seguir. O preço de mercado dos valores mobiliários de emissão da Companhia poderá diminuir em razão de qualquer desses e/ou de outros fatores de risco, hipóteses em que os potenciais investidores poderão perder substancial ou totalmente o seu investimento nos valores mobiliários de emissão da Companhia. Os riscos descritos abaixo são aqueles que a Companhia conhece e acredita que, na data deste Formulário de Referência, podem afetar a Companhia e suas subsidiárias adversamente. Além disso, riscos adicionais não conhecidos ou considerados irrelevantes pela Companhia na data deste Formulário de Referência também poderão afetar a Companhia adversamente.

Para os fins desta seção “4. Fatores de Risco”, exceto se expressamente indicado de maneira diversa ou se o contexto assim o exigir, a menção ao fato de que um risco, incerteza ou problema poderá causar ou ter ou causará ou terá “efeito adverso” ou “efeito negativo” para a Companhia, ou expressões similares, significa que tal risco, incerteza ou problema poderá ou poderia causar efeito adverso relevante na participação no mercado, na reputação, nos negócios, situação financeira, resultados operacionais, fluxo de caixa, liquidez e/ou negócios futuros da Companhia e das suas controladas, bem como no preço dos valores mobiliários de emissão da Companhia. Expressões similares incluídas nesta seção “4. Fatores de Risco” devem ser compreendidas nesse contexto.

Não obstante a subdivisão desta seção “4. Fatores de Risco”, determinados fatores de risco que estejam em um item podem também se aplicar a outros itens.

a. ao emissor

A Companhia pode não ser capaz de implementar satisfatoriamente sua estratégia de potencializar a força de suas marcas, expandir seu volume de vendas e elevar seu desempenho operacional, tendo como consequência a diminuição de sua taxa de crescimento e de seus resultados operacionais, o que poderá ter um efeito adverso para a Companhia.

Não é possível assegurar que a capacidade de gerenciamento de crescimento da Companhia será bem sucedida. Adicionalmente, o desempenho da Companhia poderá ser impactado por um eventual comportamento adverso de variáveis macroeconômicas, como a taxa de desemprego, a cotação do Dólar, a oferta de crédito e a renda do consumidor

Caso a Companhia seja incapaz de introduzir produtos inovadores e tecnologicamente avançados em uma indústria caracterizada pela rápida obsolescência dos produtos, seu crescimento e seus esforços de manter sua lucratividade poderão ser afetados adversamente.

O modelo de negócios da Companhia depende de sua capacidade de agilmente introduzir produtos com tecnologia e design adequados aos anseios de seus consumidores. Para que seja bem sucedida nisso, a Companhia depende de diversos fatores, tais como a disponibilidade de novos produtos, um controle de qualidade eficaz, a rapidez de seus esforços para o lançamento de produtos, o acesso a fornecedores de tecnologia, uma correta estimativa da demanda, o treinamento de seu pessoal de vendas e a aceitação, pelos consumidores, de novas tecnologias e designs.

A indústria de computadores, tablets e telefones celulares caracteriza-se por um curto ciclo de vida dos equipamentos resultante de rápidas mudanças em tecnologia e na preferência de consumidores, assim como na contínua evolução tecnológica dos produtos, que contribui para mitigar a trajetória de redução de preços. A Companhia poderá não ter acesso a novas tecnologias, ou ser bem sucedida na incorporação dessa nova tecnologia a seus produtos.

Ademais, os padrões de protocolos de rede e internet, bem como os demais padrões adotados pelo setor de atuação da Companhia, estão sujeitos a rápida mudança e evolução, não podendo a Companhia garantir que os padrões adotados para desenvolver novos produtos serão ou permanecerão eficientes e/ou competitivos no mercado de atuação da Companhia.

A introdução de novos produtos, tecnologias e designs gera questões relativas à velocidade de aceitação pelos consumidores e, consequentemente, à demanda estimada. Adicionalmente, a indústria de tecnologia vivencia um processo de convergência digital, caracterizado pela integração de mídias e introdução de novos dispositivos, que tem reduzido a demanda por computadores tradicionais. Caso a Companhia seja incapaz de adequar seu portfólio de produtos em consonância com esse processo, bem como estimar corretamente a demanda por novos produtos e dispositivos ou a adequação dos mesmos ao desejo e necessidades dos consumidores, esta poderá enfrentar a redução de seu faturamento e problemas de gerenciamento de estoque, levando ao aumento do risco de falta ou obsolescência de produtos, ou eventual excesso de estoque, o que pode afetar negativamente a situação financeira e os resultados operacionais da Companhia.

A Companhia pode não conseguir identificar falhas no processo produtivo, podendo prejudicar a qualidade de seus produtos e, consequentemente, acarretar no aumento das despesas com assistência técnica

Falhas na gestão de qualidade da Companhia, no processo de montagem e/ou nos componentes utilizados podem gerar a elevação do índice de falhas dentro do prazo de garantia e gerar um aumento das despesas com assistência técnica. A existência de defeitos, erros e eventuais atrasos ou impossibilidade de corrigi-los podem resultar em consequências negativas, incluindo: (i) cancelamento de pedidos; (ii) despesas adicionais de garantia; (iii) atrasos na coleta de recebíveis; (iv) cancelamento de contratos; (v) perda de aceitação dos produtos da Companhia no mercado; (vi) desvio dos recursos de pesquisa e desenvolvimento que poderiam ser utilizados na criação de novos produtos; (vii) possíveis ações indenizatórias; (vii) e problemas de reputação no mercado. A ocorrência de tais defeitos ou atrasos e a impossibilidade de corrigi-los podem afetar adversamente a nossa reputação, os resultados e a condição financeira da Companhia. Além disso, podem trazer como consequência um desabastecimento de peças para suprir os chamados de garantia, acarretando em atrasos no atendimento ao cliente, elevação dos custos com assistência técnica e consequentemente um elevado índice de reclamações em entidades judiciais, como por exemplo o Procon, o que poderia inclusive afetar negativamente a imagem da Companhia e os seus resultados.

A Companhia também atua na comercialização de softwares e, de maneira semelhante, tais produtos estão sujeitos a falhas relacionadas à concepção do projeto ou mesmo falhas sistêmicas, incluindo nas respectivas atualizações do software. Tais falhas poderão gerar responsabilização da Companhia, como também afetar negativamente os resultados financeiros e a imagem da mesma.

Os seguros de que a Companhia é beneficiária podem não prover a cobertura completa dos riscos a que está sujeita, ou podem não estar disponíveis a um custo razoável.

A ocorrência de perdas ou demais responsabilidades que não estejam cobertas por seguro, ou que excedam os limites dos seguros dos quais a Companhia é beneficiária, poderão acarretar significativos custos adicionais não previstos, o que poderá ter um efeito adverso para a Companhia.

A Companhia mantém seguros para cobertura de danos materiais, estoques, lucros cessantes, crédito, processos judiciais e administrativos e responsabilidade civil dos administradores, diretores e prestação de serviço. A Companhia não pode garantir que a cobertura das apólices estará sempre disponível, ou se será suficiente para cobrir eventuais danos decorrentes dos sinistros. Além disso, existem determinados tipos de riscos que podem não estar cobertos pelas apólices contratadas pela Companhia.

Adicionalmente, a Companhia não tem como garantir que, quando do vencimento de suas atuais apólices de seguro, conseguirá renová-las ou renová-las em termos suficientes e favoráveis.

O desligamento ou perda dos serviços de pessoas estratégicas para a Companhia ou sua inabilidade de atrair e manter outras pessoas estratégicas, pode afetar adversamente os seus negócios.

O sucesso e crescimento futuro da Companhia depende de sua habilidade em identificar, atrair e manter em seus quadros funcionários e administradores qualificados para ocupar posições estratégicas em sua estrutura e orientar vários aspectos da condução de seus negócios. O mercado em que a Companhia atua é competitivo e eventual inabilidade da Companhia em atrair e manter funcionários e administradores em posições estratégicas, atrair novos talentos, manter a prestação de serviços de pessoas estratégias ou, ainda, o eventual falecimento de qualquer dos administradores poderá ter um efeito adverso para a Companhia.

Além disso, a contratação, capacitação e integração de um novo membro da alta administração, seja uma contratação interna ou externa, podem ser demoradas ou não terem êxito. A perda de qualquer membro da alta administração da Companhia, inclusive em decorrência de processos criminais, e/ou eventuais dificuldades enfrentadas na sua substituição por profissionais com experiência e qualificação semelhantes poderá afetar significativamente o nosso amadurecimento e desenvolvimento, bem como causar um efeito material adverso nas nossas atividades, situação financeira e resultados operacionais.

Decisões desfavoráveis à Companhia em processos judiciais ou administrativos podem afetar adversamente seus negócios, condição financeira e resultados operacionais

A Companhia, seus administradores e/ou seus acionistas controladores são e/ou poderão vir a ser réus em processos administrativos, judiciais, arbitrais ou inquéritos envolvendo questões cíveis, tributárias, trabalhistas, ambientais e criminais, além de processos administrativos sancionadores/punitivos, no âmbito de órgãos reguladores tais como CVM, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), dentre outros.

O resultado desfavorável de processos judiciais e administrativos em que a Companhia e/ou seus acionistas controladores são parte pode afetar negativamente seus negócios e sua condição financeira, e seus resultados operacionais podem ser adversamente afetados por decisões contrárias a seus interesses em ações que eventualmente alcancem valores substanciais ou que impeçam a realização de seus negócios conforme planejado, ou, ainda, que será mantido provisionamento, parcial ou total, suficiente para todos os passivos eventualmente decorrentes destes processos. Decisões que afetem sua reputação ou contrárias aos interesses da Companhia e que impeçam a realização de seus negócios como inicialmente planejado ou que eventualmente alcancem valores substanciais e não tenham provisionamento adequado podem afetar adversamente a Companhia em aspectos econômicos, operacionais e/ou reputacionais e, consequentemente, no valor de mercado de suas ações. Para informações sobre os processos judiciais ou administrativos relevantes da Companhia, veja os itens 4.3 a 4.7 deste Formulário de Referência.

A Companhia poderá ser parte em novos processos administrativos e judiciais de natureza cível, regulatória, tributária, trabalhista ou criminal. Também, a Companhia e seus administradores poderão sofrer condenação nos processos judiciais e administrativos em que são parte. Caso isso venha a ocorrer, as provisões da Companhia poderão não ser suficientes para o pagamento de tais condenações, bem como sua imagem e o valor de mercado de suas ações poderão ser adversamente afetados.

Os negócios da Companhia estão sujeitos à sazonalidade

A demanda por computadores no mercado de varejo é usualmente menor no primeiro trimestre, em função da sazonalidade deste mercado devido à cíclica destinação de recursos por parte dos consumidores ao longo do ano. Assim, a sazonalidade pode afetar as vendas líquidas, os resultados operacionais, o fluxo de caixa e os estoques da Companhia.

Ademais, a sazonalidade poderá afetar o capital de giro da Companhia, a depender vencimento dos pagamentos aos fornecedores pelos estoques adquiridos e da diminuição no volume de vendas, que normalmente ocorre após a temporada de vendas do Natal que eventualmente podem vir a se prolongar até o final do primeiro semestre no ano subsequente.

Assim, a sazonalidade poderá afetar negativamente os negócios, os resultados financeiros e operacionais e o preço das ações de emissão da Companhia.

O acompanhamento tempestivo da integração dos distintos canais por meio dos quais a Companhia atua (redes de varejo e força de vendas diretas e indiretas) e sua adequada utilização são essenciais para os seus negócios

As vendas de produtos da Companhia são realizadas por diversos meios. No meio físico, a Companhia utiliza-se de uma ampla rede de varejistas, presente em todo o território brasileiro. No meio virtual, a Companhia atua via canais de martketplace, tendo ainda seu próprio canal on-line, sendo parte de sua estratégia de longo prazo a expansão e integração entre esses canais. Nesse sentido, a expansão dos canais digitais de vendas por meio do e-commerce e do marketplace pode aumentar a dependência por evoluções no sistema de rede nacional (internet), podendo impactar adversamente o ritmo de crescimento de vendas e resultado financeiro da Companhia.

A Companhia não pode garantir que a estratégia de expansão de seus canais de venda será bem-sucedida. A falta de agilidade ou incapacidade em aumentar a integração da plataforma digital com as lojas físicas de seus clientes-varejistas poderá afetar adversa e negativamente os seus negócios, atividades, situação financeira e resultado operacional.

Adicionalmente, em relação às atividades de e-commerce, pressões competitivas de seus competidores podem vir a afetar a efetividade da utilização de tal canal, principalmente no que tange à eventual utilização de mídias sociais de forma mais eficiente pelos competidores.

A Companhia está sujeita a riscos relacionados à administração de seu estoque.

A Companhia está sujeita a diversos riscos relacionados à rede de reposição e à otimização de estoques, por exemplo, o resultado da sazonalidade, mudanças rápidas de ciclos e preços de produtos, mercadorias defeituosas, mudanças na demanda do consumidor e nos padrões de gastos do consumidor e outros fatores. A demanda por seus produtos pode mudar significativamente entre o momento em que compra os produtos de seus fornecedores e o momento da venda para os clientes-varejistas, marketplaces e consumidores finais, o que pode diminuir a sua capacidade de vender os produtos mantidos em estoque.

Além disso, não é possível garantir que a Companhia selecionará corretamente os novos produtos a serem fabricados e/ou importados, ou que a sua estimativa inicial da demanda por tal produto será mantida ou correta. A aquisição de certos produtos pode exigir prazo de entrega longo, bem como realização de pré-pagamento significativo, além da possibilidade de não poder retornar ou trocar tais produtos para os seus fornecedores. Qualquer um dos fatores acima pode afetar adversamente os seus resultados operacionais.

A entrega de produtos aos clientes-varejistas, marketplaces e consumidores da Companhia depende dos sistemas de transporte e de infraestrutura da Companhia.

As vendas que a Companhia realiza por meio do e-commerce são encaminhadas para os consumidores por meio dos Correios e demais operações da Companhia, as quais dependem do funcionamento contínuo de infraestrutura logística, o que inclui portos, rodovias e demais meios de transporte utilizados pela Companhia ou por seus prestadores de serviços, fornecedores, clientes-varejistas e marketplaces.

Desse modo, qualquer evento adverso (greve, incêndio, problemas logísticos, enchente, roubos, dentre outros), qualquer interrupção ou redução significativa nos serviços prestados pelos Correios em infraestruturas de transporte, no funcionamento das infraestruturas de transporte ou, ainda qualquer incapacidade de transportar produtos entre essas instalações e/ou para os fornecedores ou clientes, por qualquer razão, pode atrasar ou impedir a distribuição de produtos pela Companhia, prejudicando a demanda ou os preços de produtos e impedindo ou atrasando sua entrega ou, ainda, impondo custos adicionais aos produtos, o que pode reduzir as vendas e afetar adversa e negativamente o negócio, o resultado operacional e a condição financeira da Companhia.

A construção de plantas industriais e a expansão das plantas existentes apresentam riscos que podem impactar negativamente o resultado da Companhia.

A construção, expansão ou otimização das atuais plantas industriais da Companhia localizadas em Curitiba e Manaus, ou a construção de novas plantas industriais estão sujeitas aos riscos de não obtenção de autorizações ambientais, alvarás e/ou licenças necessários para sua operação, falta de fornecedores aptos a fornecer equipamentos ou matéria-prima, elevação de custos ou redução de receitas, falta de mão-de-obra capacitada, falta de fonte de financiamento em condições satisfatórias ou de qualquer forma, indisponibilidade de imóveis apropriados nas proximidades da área desejada, entre outros.

Além disso, a expansão, otimização e construção de plantas industriais podem não ser concluídas no prazo planejado ou ser concluídas em desacordo com os respectivos projetos. Descumprimentos contratuais por parte de fornecedores de equipamentos ou serviços podem causar prejuízos financeiros, prejuízos ao projeto e descumprimento de obrigações assumidas perante terceiros, e as obrigações de indenização ou garantias prestadas por tais fornecedores podem ser insuficientes para compensar os prejuízos a que a Companhia poderia estar sujeita.

Quaisquer falhas ou descumprimentos na implementação dos projetos de crescimento e/ou expansão das plantas existentes poderão causar impacto negativo na situação financeira e negócios da Companhia.

A locação de imóveis onde se situam as unidades industriais da Companhia a expõe a riscos de continuidade de suas operações em determinadas localidades.

A Companhia loca os imóveis em que estão instaladas as unidades industriais de Manaus e Curitiba, assim como os escritórios de São Paulo e Minas Gerais, conforme informado no item 9.1(a) deste Formulário de Referência. A Companhia pode ser obrigada a desocupar antecipadamente os imóveis ocupados a título de locação ou, ainda, não conseguir renovar esses contratos de locação em termos aceitáveis ou pode não conseguir renová-los em quaisquer termos. Se a Companhia não conseguir negociar novos contratos de locação para as suas unidades industriais poderá estar sujeita a aumentos nos valores dos aluguéis, atraso na entrega de produtos, redução de receita de vendas, custos de desmobilização, entre outros. Caso qualquer dessas hipóteses ocorra, a Companhia poderá ter seus negócios e resultados financeiros e operacionais adversamente afetados.

Interrupções significativas ou violações na segurança das plataformas virtuais da Companhia ou em seus sistemas de tecnologia da informação podem afetar adversamente seus negócios.

As plataformas virtuais e sistemas de tecnologia da informação da Companhia são suscetíveis a danos causados por interrupções ou desligamentos devido a quedas de energia, falhas de hardware, falhas estruturais ou operacionais, vírus de computador, ataques de hackers, problemas diversos de segurança de dados, falhas de telecomunicações, erro do usuário, fraudes, catástrofes, atualizações indevidas ou inesperadas de sistema ou software, problemas na integração ou migração, ou outros eventos imprevistos. Violações ou interrupções das plataformas virtuais ou sistemas de tecnologia da informação da Companhia, violações de informações confidenciais, corrupção de dados ou outros problemas de segurança de dados podem afetar negativamente as marcas da Companhia, sua reputação, relacionamento com clientes ou parceiros de negócios ou a percepção dos consumidores ou investidores em relação à Companhia, bem como de seus negócios e produtos.

A proteção de informações confidenciais de clientes e da rede podem ser afetadas por falhas nos sistemas de segurança da Companhia, o que poderá prejudicar a reputação e a marca da Companhia, além de afetar de forma relevante os seus negócios e resultados das suas operações.

A Companhia depende de tecnologia de criptografia e autenticação eletrônica para efetuar a transmissão segura de informações confidenciais de seus clientes, incluindo números de cartão de crédito. Além disso, a Companhia armazena dados de seus clientes. Qualquer falha na proteção de dados de seus clientes poderá prejudicar sua reputação e sua marca e, ainda, afetar de forma relevante o seu negócio e os resultados das suas operações.

Nesse sentido, a Companhia poderá ter de aumentar significativamente os recursos utilizados para proteção contra ameaças ou ataques cibernéticos, o que poderá causar efeito material adverso em sua condição financeira e resultados operacionais.

Além disso, em agosto de 2018, foi sancionada a Lei 13.709/18, que regula o tratamento de dados pessoais, estabelecendo princípios e regras aplicáveis em todos os setores econômicos e relações contratuais (a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, ou LGPD). A LGPD estabelece regras detalhadas para a coleta, uso processamento e armazenamento de dados pessoais aplicáveis a qualquer tipo de relação, inclusive relações com consumidores e empregados, em ambientes físicos ou digitais. As obrigações estipuladas na LGPD entrarão em vigor 24 meses após sua publicação, e, como resultado da LGPD e de outras normas e regulações sobre privacidade que venham a ser aplicáveis, as atividades da Companhia poderão ser impactadas, requerendo investimentos adicionais e aumento nos recursos de segurança técnicos e organizacionais, o que poderá causar efeito material adverso em sua condição financeira e resultados operacionais.

A Companhia pode não ser capaz de realizar associações e/ou aquisições que considere estratégicas ou atrativas no momento e em termos ou preços desejados, o que pode afetar os resultados e a reputação de sua marca. Adicionalmente, as associações e/ou aquisições que realizar podem não trazer os resultados esperados.

A Companhia não pode garantir que as aquisições ou investimentos que vier a realizar produzirão os resultados esperados ou que não afetarão negativamente os resultados da Companhia, bem como a reputação da sua marca. Adicionalmente, a Companhia pode não ser capaz de identificar novas oportunidades que sejam atrativas. Ademais, a geração de caixa oriunda de suas atividades operacionais pode não ser suficiente para suportar os seus planos de expansão, sendo necessário que incorra em dívidas adicionais ou emita ações adicionais para financiar o seu crescimento. Caso a Companhia não seja capaz de obter financiamentos, ou de obtê-los em condições aceitáveis, existe risco de que os seus planos de negócios e de crescimento tenham que ser revisados, afetando adversamente os seus resultados operacionais e condição financeira, bem como o valor de mercado das ações de sua emissão. Além disso, poderá ocorrer dificuldade na integração entre as empresas adquiridas e a Companhia, bem como desvio do capital e da atenção da administração da Companhia para outras questões e oportunidades de negócios. A Companhia pode não conseguir integrar com sucesso as operações adquiridas, o que poderá afetar adversamente os seus negócios e condição financeira.

O mercado brasileiro de valores mobiliários é conhecido por sua volatilidade e falta de liquidez, o que pode limitar substancialmente a capacidade dos investidores de vender as ações de emissão da Companhia no futuro pelo preço e no momento que desejarem.

O mercado brasileiro de valores mobiliários é substancialmente menor, menos líquido e mais concentrado do que os principais mercados de valores mobiliários do mundo, podendo, inclusive, ser mais volátil do que alguns mercados internacionais, como os dos Estados Unidos. O mercado de capitais brasileiro é significativamente concentrado, de forma que as dez principais ações negociadas na B3 foram responsáveis por, aproximadamente,46% do volume total de ações negociadas na B3 durante o ano de 2018. A B3 apresentou, em 2018, um volume diário médio de negociação de R$12,3 bilhões, enquanto a New York Stock Exchange teve um volume diário médio de negociação de US$6,7 bilhões em 2018.

Assim, o investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, como o Brasil (considerados, em geral, de natureza mais especulativa), envolve maior risco em comparação a outros mercados mundiais, como o dos Estados Unidos, que possuem condições políticas e econômicas mais estáveis.

Esses investimentos estão sujeitos a determinados riscos econômicos e políticos, tais como, entre outros: (i) mudanças no ambiente regulatório, fiscal, econômico e político que possam afetar a capacidade de investidores de obter retorno, total ou parcial, em relação a seus investimentos; e (ii) restrições a investimento estrangeiro e a repatriamento do capital investido.

Essas características dos mercados de capitais emergentes, particularmente o brasileiro, poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores de vender as ações ordinárias de emissão da Companhia de que sejam titulares, pelo preço e na ocasião desejados. Se um mercado ativo e líquido de negociação não for desenvolvido e mantido, o preço de negociação das ações ordinárias de emissão da Companhia poderá ser negativamente impactado.

A Companhia pode ser adversamente afetada por violações à Lei Anticorrupção e/ou a outras leis anticorrupção a ela aplicáveis.

A Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 (Lei Anticorrupção), introduziu o conceito de responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas envolvidas em atos lesivos à administração pública, nacional ou estrangeira, sujeitando o infrator a sanções cíveis e administrativas. O não cumprimento de leis de combate à corrupção, o surgimento de quaisquer investigações de má conduta ou o ajuizamento de processos administrativos, judiciais ou procedimentos arbitrais contra a Companhia, seus dirigentes, administradores, colaboradores ou outros indivíduos ligados a ela ou agindo em seu nome ou benefício, poderá resultar em aplicação de multa, perda de alvarás de funcionamento e danos à reputação, bem como a outras sanções previstas na regulamentação vigente, podendo afetar de modo adverso relevante os negócios, imagem e condição financeira da Companhia.

Adicionalmente, os processos de governança, políticas, bem como procedimentos de gestão de riscos, controles internos e compliance da Companhia podem não ser capazes de detectar (i) violações à Lei Anticorrupção ou outras violações relacionadas, (ii) ocorrências de comportamentos fraudulentos e desonestos por parte de seus administradores, funcionários, pessoas físicas e jurídicas contratadas e outros agentes que possam representar a Companhia, (iii) a mitigação adequada dos riscos que a sua política de gerenciamento de riscos identifica atualmente e/ou a previsibilidade na identificação de novos riscos aos quais a Companhia poderá vir a estar exposta, e (iv) outras ocorrências de comportamentos não condizentes com princípios éticos e morais, que possam afetar material e adversamente a reputação, negócios, condições financeiras e resultados operacionais da Companhia, ou a cotação de mercado de suas ações ordinárias de forma negativa. Assim, irregularidades nesse sentido podem resultar em penalidades, multas ou sanções que podem afetar os negócios e a imagem da Companhia.

A Companhia está sujeita a riscos associados ao não cumprimento das leis de Proteção de Dados (nacionais e internacionais), podendo ser afetada adversamente pela aplicação de multas e outros tipos de sanções

No ano de 2018, foi sancionada a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 – “LGPD”), que entrará em vigor no mês de agosto de 2020 e transformará o sistema de proteção de dados pessoais no Brasil. A LGPD estabelece um novo marco legal a ser observado nas operações de tratamento de dados pessoais e prevê, entre outros, os direitos dos titulares de dados pessoais, as bases legais aplicáveis à proteção de dados pessoais, os requisitos para obtenção de consentimento, as obrigações e requisitos relativos a incidentes de segurança e vazamentos e a transferências de dados, bem como a autorização para a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Se não se adequar, a Companhia e suas subsidiárias podem estar sujeitas às sanções, de forma isolada ou cumulativa, de advertência, obrigação de divulgação de incidente, bloqueio temporário e/ou eliminação de dados pessoais e multa de até 2% (dois por cento) do faturamento da empresa, grupo ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, até o montante global de R$50.000.000 (cinquenta milhões de reais) por infração.

Desta forma, falhas na proteção dos dados pessoais tratados pela Companhia, bem como a inadequação à legislação aplicável, podem acarretar em multas elevadas para a Companhia, divulgação do incidente para o mercado, eliminação dos dados pessoais da base, e até a suspensão de suas atividades, potencializando os riscos de imagem, bem como afetar negativamente a reputação e os resultados da Companhia.

A Companhia poderá ser considerada responsável por danos causados por seus produtos a consumidores ou a terceiros, o que poderá afetar adversamente os seus resultados.

No Brasil, a legislação de defesa do consumidor é rigorosa no que se refere à proteção ao consumidor. A legislação de defesa do consumidor imputa às empresas o ônus da prova na demanda de um cliente. A proteção judicial ao consumidor pode ser exercida por meio de ações individuais ou coletivas e, no caso de ações coletivas, as ações podem ser propostas por autoridades estaduais ou federais, mediante órgãos da administração pública direta ou indireta, notadamente o Ministério Público ou PROCON, com o propósito de proteger os direitos do consumidor, ou por organizações de proteção ao direito do consumidor. Ações judiciais ou processos administrativos poderão ser propostos sob as alegações de que os nossos produtos estavam deteriorados, adulterados, ou não continham informações adequadas, dentre outras.

Caso venhamos a ser responsabilizados ou condenados por defeitos, erros ou falhas de nossos produtos (incluindo acidentes) em uma ação judicial, tal decisão poderá ter um efeito material adverso em nosso negócio, nossa reputação, nossa marca, nosso resultado operacional e financeiro e em nosso fluxo de caixa, além de vir a impactar negativamente nossa lucratividade.

Adicionalmente, a apresentação de defesa em uma ação judicial cujo objeto é nossa responsabilidade por defeitos em produtos pode demandar um custo adicional elevado, bem como requerer substancial atenção e tempo de nosso pessoal administrativo e técnico. Ainda, a publicidade negativa que poderia vir a ser gerada em relação a defeitos, erros ou falhas em nossos produtos (incluindo acidentes) e à sua qualidade poderia afetar adversamente a nossa reputação perante atuais e futuros consumidores, assim como nossa imagem corporativa e de nossas marcas, o que poderia causar um efeito adverso relevante em nossos negócios e situação financeira.

A Companhia está sujeita a riscos relacionados ao uso não autorizado ou indevido de sua propriedade intelectual e/ou industrial.

A Companhia está sujeita à apropriação e ao uso inadequado das soluções da Companhia, bem como a processos legais e administrativos em relação à propriedade intelectual ou industrial. O uso indevido do software e/ou hardware pelo usuário pode implicar ainda em multa para a Companhia, o que pode resultar em custos significativos e acarretar no uso de recursos não previstos para essa finalidade, bem como a atenção da administração e equipe tecnológica da Companhia, o que poderá adversamente afetar seus negócios, posição competitiva, situação financeira, resultados operacionais e fluxos de caixa.

Alterações ou diferentes interpretações na legislação tributária podem afetar adversamente os resultados da Companhia

Os Poderes Legislativo e Executivo têm frequentemente realizado alterações no regime tributário destinado às indústrias nacionais, em especial aquelas incentivadas, como é o caso da indústria de tecnologia, as quais podem afetar a Companhia. Como exemplo, podemos citar, dentre outras possíveis, a alteração de alíquotas e a supressão de desonerações fiscais e da forma de apuração de determinados tributos. Algumas dessas mudanças podem aumentar a carga tributária da Companhia, o que pode impactar a sua capacidade de fazer negócios e, portanto, afetar de forma adversa e relevante sua lucratividade.

A Companhia recebe atualmente determinados benefícios e incentivos fiscais, além de possuir determinados regimes especiais de tributação em razão da produção de equipamentos de informática mediante Processo Produtivo Básico (PPB). Não é possível garantir que tais incentivos e benefícios, em especial aqueles não relacionados à produção fabril na Zona Franca de Manaus, serão mantidos, dado o atual ambiente político e econômico no Brasil. Caso, a Companhia não consiga renovar seus incentivos fiscais, ou se tais incentivos forem modificados, limitados, suspensos ou revogados, a Companhia poderá ser afetada de forma adversa. Além disso, determinadas leis tributárias podem estar sujeitas a interpretações controversas pelas autoridades fiscais. Caso as autoridades fiscais interpretem as leis tributárias de forma incompatível com as interpretações da Companhia, esta poderá ser adversamente afetada.

Os controles internos da Companhia poderão ser insuficientes para evitar ou detectar todas as violações da legislação aplicável ou de nossas políticas internas.

Os controles internos da Companhia podem não ser suficientes para evitar ou detectar todas as condutas impróprias, fraudes ou violações de leis aplicáveis por parte de seus colaboradores e membros de sua administração ou, ainda, de terceiros atuando em nome ou benefício da Companhia. Caso os colaboradores da Companhia ou outras pessoas relacionadas a ela, ou atuando em seu favor, se envolvam em práticas fraudulentas, corruptas ou desleais ou violem leis e regulamentos aplicáveis ou nossas políticas internas, nós poderemos ser responsabilizados por qualquer uma dessas violações, o que pode resultar em penalidades, multas ou sanções que podem afetar substancial e negativamente os negócios e a imagem da Companhia.

A Companhia poderá vir a precisar de capital adicional no futuro, por meio da emissão de valores mobiliários, o que poderá resultar em uma diluição da participação do investidor em suas ações.

A Companhia poderá ter interesse em captar recursos no mercado de capitais, por meio de emissão de ações e/ou colocação pública ou privada de títulos conversíveis em ações. A captação de recursos adicionais por meio da emissão pública de ações, que pode não prever direito de preferência aos acionistas da Companhia, poderá acarretar diluição da participação acionária do investidor no seu capital social.

A Companhia poderá não pagar dividendos aos acionistas titulares de suas ações.

De acordo com seu Estatuto Social, a Companhia deverá pagar aos seus acionistas 25% de seu lucro líquido anual ajustado sob a forma de dividendo obrigatório. O lucro líquido pode ser capitalizado, utilizado para compensar prejuízo ou então retido, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações, podendo não ser disponibilizado para pagamento de dividendos. A Companhia poderá não pagar dividendos a seus acionistas em qualquer exercício social se seus administradores manifestarem à Assembleia Geral de acionistas ser tal pagamento desaconselhável diante de sua situação financeira.

O Estatuto Social da Companhia contém disposições que podem desencorajar operações de aquisição, impedir ou postergar transações às quais os investidores sejam favoráveis.

O Estatuto Social da Companhia contém disposições para evitar a concentração das ações da Companhia em pequeno grupo de investidores, de sorte a promover a dispersão das ações. Uma dessas disposições exige que qualquer acionista (que não aqueles que já sejam acionistas da Companhia no dia da publicação do anúncio de início de sua oferta pública inicial, e demais investidores que se tornem acionistas da Companhia em certas transações especificadas em seu Estatuto Social) que passe a deter 10% ou mais do capital social da Companhia (excluindo-se ações em tesouraria e aumentos de capital involuntários, conforme especificado em seu Estatuto Social) realize oferta pública da totalidade das ações em circulação por preço estabelecido em conformidade com o Estatuto Social no prazo de 30 (trinta) dias contados da aquisição da aludida participação. Essas disposições podem resultar em desincentivo a que terceiros adquiram o controle da companhia em operações que assegurariam aos detentores de nossas ações o direito de vendê-las a tal terceiro (tag along), o que pode causar um efeito adverso relevante à Companhia e a seus acionistas.

Parte das nossas receitas dependem da participação e do sucesso de licitações. Se parte considerável dessas licitações for cancelada ou se não vencermos o processo, podemos ser negativamente afetados.

Parte de nossas receitas está atrelada à existência de novos processos licitatórios e de sermos vencedores em tais processos. Se o Governo Federal ou Governos Estaduais ou Municipais não iniciarem novos processos licitatórios, se nossa proposta não prevalecer às demais, ou se o preço previsto nos termos de nossa proposta se mostrar superior aos preços ofertados pelos demais competidores, ou ainda se por qualquer outro motivo não formos vencedores da licitação, poderá haver prejuízo às nossas receitas.

A Companhia pode não ser capaz de proteger seus direitos de propriedade intelectual.

O sucesso futuro da Companhia depende significativamente da sua capacidade de defender seus direitos de propriedade intelectual, atuais e futuros, incluindo marcas, patentes, know-how, projetos de pesquisa e desenvolvimento e nomes de domínio. A Companhia não pode garantir que serão concedidos todos os registros de marcas e patentes relativamente aos pedidos de registros apresentados pela Companhia junto aos órgãos competentes. Também há o risco de que a Companhia, por omissão, deixe de renovar uma marca ou patente em tempo hábil ou de que seus concorrentes contestem, invalidem ou utilizem indevidamente quaisquer marcas e patentes existentes ou futuras, detidas pela ou licenciadas para a Companhia.

Se a Companhia for incapaz de proteger seus direitos de propriedade intelectual, esse fato poderá causar efeito negativo relevante sobre seus negócios e situação financeira.

b. a seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle

Os acionistas controladores da Companhia poderão tomar determinadas decisões em relação aos seus negócios que podem conflitar com os interesses dos seus investidores.

Os acionistas controladores da Companhia poderão tomar medidas que podem ser contrárias aos interesses dos seus investidores, inclusive reorganizações societárias e condições de pagamento de dividendos. Os acionistas controladores detêm o controle efetivo da Companhia, elegendo a maioria dos membros de seu Conselho de Administração. A decisão dos acionistas controladores da Companhia quanto aos seus rumos pode divergir da decisão esperada por seus acionistas minoritários.

c. a seus acionistas

Não há riscos relevantes envolvendo a Companhia cuja fonte seja seus acionistas.

d. a suas controladas e coligadas

Os riscos relacionados às controladas e coligadas são os mesmos relacionados à Companhia.

Resultados negativos de sociedades controladas podem afetar negativamente o resultado operacional da Companhia

A Companhia detém participação direta e indireta em diversas sociedades. Dessa forma, parte de seu resultado decorre do resultado de referidas sociedades e, sendo assim, o resultado não satisfatório delas poderá afetar negativamente o resultado da Companhia. Os resultados da Companhia e a sua capacidade de distribuir dividendos aos seus acionistas dependem das operações, do fluxo de caixa e dos lucros de suas subsidiárias e sociedades sob controle comum. Dessa forma, não é possível assegurar que os lucros das subsidiárias e sociedades sob o controle comum da Companhia serão transferidos, o que poderá causar um efeito adverso relevante ao resultado financeiro da Companhia, prejudicando a distribuição de dividendos aos seus acionistas. Adicionalmente, a piora nas condições setoriais e mercadológicas nas operações desses negócios podem afetar negativamente o resultado consolidado das operações da Companhia.

e. a seus fornecedores

A Companhia pode ter tanto a sua produção como as suas receitas prejudicadas em razão de atrasos e descumprimentos de seus fornecedores.

A atividade da Companhia se caracteriza pela manutenção de um nível de estoque adequado para suprir as necessidades de suas operações. A Companhia possui um número restrito de fornecedores, tendo em vista a característica da indústria de componentes mundial, não sendo possível garantir a blindagem da Companhia em relação a eventuais atrasos ou descumprimentos por parte de seus fornecedores, tampouco prever os impactos destes atrasos e descumprimentos no desempenho de produção, vendas e receitas da Companhia. Tal dependência poderá ter um efeito adverso para a Companhia em caso de eventuais atrasos ou descumprimentos. Adicionalmente, eventuais atrasos na entrega de insumos adquiridos de seus fornecedores, conforme o caso, poderão afetar a capacidade produtiva, o que causaria um efeito adverso para a Companhia. Impactos nas receitas podem, inclusive, advir de situações alheias ao atraso na produção, como por exemplo as recentes greves da Receita Federal, ou inconsistências na rede de distribuição.
Em maio de 2018, por exemplo, houve uma greve de caminhoneiros no Brasil, causada, principalmente, pelo aumento das tarifas de combustível do país, paralisando parte do transporte rodoviário por todo o Brasil. A Companhia não pode garantir que outras greve ou paralisações não ocorrerão no futuro. Quaisquer greves ou paralisações diversas que envolvam os canais de transporte utilizados pela Companhia, seus fornecedores e/ou contratados podem afetar adversamente os resultados operacionais e a situação financeira da Companhia.

A Companhia pode ser afetada caso seus fornecedores venham a se utilizar de práticas irregulares.

A Companhia pode ser negativamente afetada caso seus fornecedores apresentem problemas relacionados a questões trabalhistas ou à sustentabilidade, emprego de mão de obra infantil ou análoga à escrava, e condições de segurança impróprias ou mesmo que venham a se utilizar dessas ou outras irregularidades para terem um custo mais baixo de seus produtos, bem como caso seus fornecedores pratiquem atos, em benefício ou interesse da Companhia, em violação à legislação anticorrupção aplicável (incluindo, mas não se limitando, à Lei 12.846/2013 e o Decreto 8.420/2015). O resultado de tais ações poderá se dar não somente no âmbito de sanções administrativas ou judicias da lei anticorrupção (que engloba desde multas administrativas até proibição de receber incentivos de órgãos ou entidades públicas), como também poderá causar prejuízos à imagem e qualidade dos produtos da Companhia, e em consequência, perda de atratividade junto aos seus clientes, afetando adversamente a sua receita líquida e resultado operacional, bem como o valor das ações de sua emissão e sua reputação.

Adicionalmente, com a vigência da LGPD, em agosto de 2020, a Companhia precisará se atentar a eventuais práticas irregulares dos fornecedores com os quais troca dados pessoais, pois no caso de violação de segurança ou divergência de finalidade no tratamento de dados, pode-se incidir responsabilidade solidária entre a Companhia e o fornecedor, o que poderá afetar adversamente a sua receita líquida e resultado operacional, bem como o valor das ações de sua emissão e sua reputação.

f. a seus clientes

Parcela significativa das vendas da Companhia está concentrada em grandes redes de varejo.

Uma parcela relevante da produção das empresas do setor de computadores e telefones celulares é distribuída por meio do mercado de varejo. A concentração do mercado de varejo em poucas grandes empresas aumenta seu poder de negociação nas regiões em que atuam e, consequentemente, essas empresas podem utilizar o seu poder de mercado para redução dos preços praticados pelas empresas do setor, o que pode ter um efeito adverso para a Companhia. A concentração do mercado de varejo, e a continuidade deste fenômeno poderá provocar a diminuição da base de clientes das empresas do setor, incluindo a Companhia, elevando sua dependência dos grandes grupos varejistas, e, portanto, potencializando o poder de negociação de referidos clientes, o que pode ter um efeito adverso para a Companhia.

A Positivo Tecnologia está sujeita a sanções impostas por descumprimento de contratos firmados com a administração pública em geral, bem como à rescisão unilateral de tais contratos em virtude de razões de interesse público, o que poderia afetar negativamente sua capacidade de participar em outras licitações públicas e/ou ter um efeito adverso para a Companhia.

Os contratos de fornecimento de bens a entes da administração pública são regidos pela Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações posteriores, bem como pelas respectivas leis estaduais ou municipais às quais cada entidade pública está submetida, incluindo, na maioria dos casos, a Lei Federal nº 10.520/02. Além do fornecimento de computadores e softwares, a Companhia assume perante tais entidades, na maioria dos casos, obrigações de manutenção dos bens fornecidos, de prestação de garantia aos produtos e de prestação de serviços técnicos. Em alguns casos, a Companhia garante o cumprimento de suas obrigações perante tais entidades públicas mediante caução, apresentação de seguro ou carta fiança, válidas até o fim dos prazos de garantia dos produtos.

Na hipótese de a Companhia ser responsabilizada ou condenada por irregularidades, erros ou falhas no fornecimento dos bens ou serviços contratados, esta poderá ser advertida pelos órgãos da administração pública, sofrer multas contratuais significativas, ter as garantias por ela prestadas excutidas, ter o fornecimento dos bens e serviços suspenso temporariamente, bem como ser impedida de licitar e contratar com a administração pública em geral ou com a entidade específica relacionada ao contrato em questão. Tais sanções, assim como a rescisão unilateral de contratos por razões de interesse público, poderão afetar a marca da Companhia, seu resultado operacional e financeiro e seu fluxo de caixa, além de vir a impactar negativamente sua lucratividade por um período.

Os prazos de recebimento de clientes de governo são usualmente superiores aos praticados nos mercados de varejo e corporativo, sendo que um crescimento nas vendas para este segmento poderia acarretar em maior necessidade de capital de giro, resultando em maior exposição do fluxo de caixa da Companhia.

A Companhia está exposta a riscos de crédito de seus clientes.

Uma parcela significativa das vendas da Companhia está concentrada em grandes redes de varejo. Caso qualquer dessas grandes redes atrase seus pagamentos ou não cumpra os contatos com a Companhia, a sua condição financeira, resultados operacionais ou fluxos de caixa podem ser afetados de maneira adversa.

A Positivo Tecnologia está sujeita a reclamações de consumidores nas esferas judicias e administrativas e defeitos de produtos, o que poderia afetar negativamente sua imagem e ter um efeito adverso para a Companhia.

Caso a Companhia venha a ser responsabilizada ou condenada por defeitos, erros ou falhas de seus produtos em uma ação judicial ou processo administrativo, tal decisão poderá ter um efeito material adverso em seu negócio, sua marca, seu resultado operacional e financeiro e em seu fluxo de caixa, além de vir a impactar negativamente sua lucratividade. Adicionalmente, o processo de defesa em uma ação judicial cujo objeto é responsabilidade da Companhia por produtos ou serviços que presta pode demandar um custo adicional e elevado, bem como requerer substancial atenção e tempo de seu pessoal administrativo e técnico. Além disso, em complemento à responsabilização em uma ação judicial, a publicidade negativa que poderia vir a ser gerada em relação a defeitos, erros ou falhas em seus produtos e à sua qualidade poderia afetar adversamente a reputação da Companhia perante atuais e futuros consumidores, assim como sua imagem corporativa e de suas marcas, o que poderia ter um efeito adverso para a Companhia.

g. aos setores da economia nos quais o emissor atue

As matérias primas e/ou componentes utilizados pela Positivo Tecnologia são importados ou têm seus preços direta ou indiretamente atrelados ao Dólar. Uma oscilação brusca e inesperada em seus preços poderá ter um efeito adverso relevante para a Companhia.

As principais matérias primas importadas pela Companhia são processadores, componentes de memória e de placas mãe, os quais respondem pela maior parte dos custos de suas matérias primas. Além disso, uma outra parte desse item é proveniente da aquisição de matéria prima nacional, indiretamente atrelada ao Dólar. Em razão de essas matérias primas serem importadas ou terem seus preços indiretamente atrelados ao Dólar, seus valores e/ou de seus componentes flutuam de acordo com a oscilação mundial da oferta e da procura, bem como de acordo com a cotação do Dólar. Historicamente, os preços dessas matérias primas no mercado internacional sofreram flutuações devido a uma série de fatores, sobre os quais a Companhia não tem e não terá controle.

Caso ocorra uma variação significativa nos preços das matérias primas para a produção de computadores e telefones celulares, os fabricantes necessitarão repassar nos preços finais dos produtos o aumento deste custo para seus clientes, sendo que tal repasse poderá não ser possível por um determinado período de tempo, o que poderá vir a diminuir temporariamente a margem de lucro desta indústria e afetar a Companhia adversamente. Adicionalmente, um aumento relevante nos preços das matérias primas pode encarecer o preço final destes produtos oferecidos pela indústria a ponto de reduzir parte da demanda proveniente de consumidores das classes de renda mais baixas, reduzindo o tamanho do mercado como um todo e, por conseguinte, causar um efeito adverso nas vendas da Companhia.

A Companhia está sujeita a possíveis atrasos motivados por greves nas alfândegas, portos e Receita Federal.

Como uma boa parte das matérias primas e/ou componentes utilizados pela Companhia são importados, sendo transportados via aérea ou marítima, conforme o caso, possíveis greves na Receita Federal, alfândegas, aeroportos e portos de todo o País podem afetar a entrega desses materiais pelos seus fornecedores, e, por consequência, sua capacidade produtiva, o que poderá ter um efeito adverso relevante para a Companhia. Adicionalmente, possíveis falhas logísticas no transporte das matérias primas e/ou componentes da Companhia poderão causar efeito adverso em sua capacidade produtiva.

A Companhia atua em segmentos de alta concorrência, tendo como competidores desde pequenas empresas a grandes multinacionais.

A Companhia enfrenta uma forte competição de um grupo concentrado de concorrentes locais e internacionais. No mercado de varejo, que representa o maior volume de vendas da Companhia, os principais concorrentes são empresas pertencentes a grupos multinacionais que possuem presença global, capacidade tecnológica de ponta e, provavelmente, acesso ao mercado financeiro e de capitais a custos menores e prazos maiores do que aqueles que a Companhia e outros grupos nacionais têm acesso. Tais grupos multinacionais possuem vantagem de escala junto aos grandes fornecedores mundiais na aquisição de alguns componentes cuja escala global é relevante e que, segundo as regras do Processo Produtivo Básico (PPB), podem ser adquiridos no exterior.

A Companhia enfrenta, ainda, a concorrência de pequenos produtores locais que possuem boa aceitação em certos mercados, sendo que alguns deles operam no mercado cinza e, desta forma, podem oferecer preços mais baixos que os seus, o que pode vir a resultar na redução de seus preços e diminuição de suas vendas e margens. Além disso, novos concorrentes poderão entrar nos mercados em que a Companhia atua.

A participação de mercado da Companhia poderá ser reduzida caso esta não consiga se manter competitiva, principalmente no que se refere à manutenção dos preços de seus produtos ou serviços compatíveis com os orçamentos de seus clientes, ou, ainda, caso seus concorrentes adquiram ou lancem novos produtos que concorram com os da Companhia ou adicionem novas funcionalidades aos já existentes, apresentando, inclusive, designs e avanços tecnológicos que a Companhia não pode prever. O alto nível de competição do setor em que a Companhia atua pode limitar sua capacidade de crescimento e pressionar para baixo os preços de seus produtos e serviços, reduzindo suas receitas e afetando adversamente seu negócio, resultado operacional e financeiro e fluxo de caixa.

Os resultados da Companhia poderão ser influenciados pelo desempenho do Mercado Cinza.

O Mercado Cinza , por ser principalmente sustentado pela sonegação de impostos, reduzindo seus custos, apresenta concorrência no mercado de computadores, estando concentrado principalmente no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs) do mercado corporativo. Em 2018, a participação do mercado cinza nas vendas de computadores no Brasil registrou 6,1%, um aumento de 1,1 p.p. em relação ao observado em 2017, este comportamento foi observado principalmente no segmento de computadores voltados para o público gamer. A Companhia não pode garantir que o mercado cinza continuará com pequena relevância na venda de computadores e telefones celulares, em caso de aumento de demanda por equipamentos portáteis e de configurações mais básicas, cuja importação ilegal é relativamente mais facilitada em função de suas dimensões reduzidas, a participação do mercado cinza no Brasil poderá aumentar. Um eventual crescimento do mercado cinza poderá afetar adversamente o negócio da Companhia

A Companhia pode ser substancialmente afetada pela queda do poder de compra dos consumidores brasileiros e por ciclos econômicos desfavoráveis, tendo em vista a sensibilidade de seus setores de atuação a tais fatores.

As operações da Companhia dependem de vários fatores relacionados à renda dos consumidores, a qual varia em função de vários fatores como taxas de juros, inflação, disponibilidade de crédito ao consumidor, tributação, confiança do consumidor em condições econômicas futuras, níveis de emprego e salário, tendo sido afetada historicamente pela taxa de crescimento do PIB brasileiro. Nesse sentido, o mercado de varejo, incluindo a própria Companhia, sofreu, historicamente, com períodos de desaceleração econômica causados pela queda dos gastos dos consumidores.

Além disso, a demanda pelos produtos da Companhia varia e é afetada pela taxa de crescimento da população urbana do Brasil. Qualquer diminuição ou desaceleração do ritmo de tais crescimentos pode afetar negativamente as vendas e os resultados operacionais da Companhia.

h. à conformidade e aspectos legais e regulatórios dos setores em que o emissor atue

A Companhia é titular de benefícios fiscais federais e estaduais concedidos para a indústria de computadores e a suspensão. O cancelamento ou a não renovação de tais benefícios podem afetar adversamente os resultados da Companhia.

A Companhia, assim como seus concorrentes, é titular de incentivos tributários para a produção de bens de informática, tanto na esfera estadual quanto federal. Entre os incentivos federais, merece destaque a redução da alíquota do IPI e a aplicação do coeficiente de redução (CRA) do Imposto de Importação, prevista no Decreto Lei 288/1967. A redução de IPI encontra previsão na Lei nº 8.248/1991 que trata da produção de bens de informática com Processo Produtivo Básico (PPB) e na Lei nº 8.387/1991, que trata da mesma produção na Zona Franca de Manaus.

A Companhia é beneficiada pelo crédito estímulo de ICMS no Estado do Amazonas, que implica redução a zero de ICMS na operação de saída de produtos de informática produzidos com PPB na Zona Franca de Manaus.

A Companhia é igualmente beneficiária do crédito presumido de ICMS no Estado do Paraná, o que implica redução a zero de ICMS na operação de saída de produtos de informática.

A Companhia ainda é beneficiada pela alíquota de ISS diferenciada para a prestação de serviços relacionados ao desenvolvimento tecnológico com localização nas áreas incentivadas de Curitiba (Cidade Industrial de Curitiba), sujeitando-se, por conseguinte, à alíquota de 2% de ISS relativamente aos serviços prestados no âmbito do Programa denominado TECNOPARQUE.

Por força do disposto na legislação de regência e nos respectivos atos concessivos, a Companhia está sujeita à (i) realização de investimento mínimo anual em atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), conforme descrito no item 10.8.a “i” deste formulário de Referência; (ii) apresentação anual dos relatórios às autoridades competentes, em especial ao MCTIC e à SUFRAMA; e (iii) ao cumprimento do PPB – Processo Produtivo Básico, aprovado pelos respectivos decretos e portarias interministeriais.

Nova regulamentação emitida pelo governo federal no final de 2018, permitiu à Companhia o cumprimento de parte das obrigações de investimento em P&D exigidas pela Lei de Informática através do investimento em empresas de base tecnológica por meio de um Fundo de Investimento em Participações constituído pela Companhia, na forma de cotista única.

Não é possível assegurar que, após o término de seu prazo de vigência ou ainda por meio de ato do Poder Legislativo ou Executivo, os incentivos fiscais de que atualmente a Companhia é titular serão revogados em especial em relação àqueles não vinculados à produção da Zona Franca de Manaus ou, ainda, que esta conseguirá obter novos benefícios fiscais em condições favoráveis, o que poderá implicar efeito adverso relevante para a Companhia. O atendimento a todas as regras relativas ao PPB é complexo, pois existem alterações frequentes e nem sempre os critérios impostos pelas autoridades são suficientemente claros, gerando considerável risco para a Companhia.

Em 2016, a Organização Mundial do Comércio (OMC) emitiu relatório questionando políticas de incentivo à indústria brasileira, entre elas aquela prevista na Lei nº 8.248/1991 (Lei de Informática). Referido questionamento foi julgado procedente em 2017 e em 2018 a decisão foi confirmada. Após o julgamento definitivo do questionamento pela OMC, sob pena de sanções internacionais, o governo federal deverá promover alterações significativas no texto da Lei de Informática, o que poderá representar a redução do incentivo fiscal concedido aos fabricantes nacionais e/ou viabilizar acesso a tais incentivos a produtos acabados com origem importada. A proposta definitiva de alteração da legislação com o objetivo de observar a decisão da OMC ainda não foi divulgada pelo Governo Brasileiro. No dia 03 de setembro de 2019, os Deputados da Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Eletrônica protocolaram o PL 4.805/2019 que, em síntese, substitui a desoneração do IPI por créditos tributários de natureza distinta, mas de grandeza similar àquele constante da redação original do artigo 4º da Lei nº 8.248/1991. A depender das alterações na estrutura dos incentivos tributários a partir da aprovação de nova legislação, poderá ocorrer aumento do custo de produção e, por conseguinte, do preço dos produtos no mercado, o que reduziria a competitividade dos produtos nacionais em relação àqueles importados. Outrossim, entre os possíveis resultados destas alterações, poderá ocorrer a redução do índice de nacionalização de componentes, com consequente aumento da proporção de insumos importados, o que poderá acarretar a redução da competitividade de fabricantes locais em relação a grupos multinacionais que possuem maior escala global de compras junto a fornecedores internacionais. Os benefícios da Zona Franca de Manaus não estão contemplados no questionamento da União Europeia e Japão levado a julgamento no âmbito da OMC e, por força do disposto nos artigo 40 e 92-A do ADCT, devem ser mantidos até 2073.

A Companhia acumulou, nos últimos exercícios sociais, principalmente até 2015, antes da migração de sua produção para Manaus, créditos de ICMS oriundos da aquisição de insumos e crédito presumido nas operações comerciais realizadas pela unidade localizada no Estado do Paraná. O acúmulo teve origem na entrada em vigor do Decreto Estadual nº 5.375/2002 e, posteriormente, pelo Decreto nº 1.922/2011, os quais concedem crédito presumido de ICMS de forma que a carga tributária efetiva resulta em 0% na saída de determinados produtos. Tais créditos poderão não ser realizados caso a Companhia não alcance, nos próximos períodos, evolução satisfatória de certos planos de negócio.

A suspensão, a modificação, o cancelamento ou a não renovação de nossos incentivos fiscais federais e estaduais podem afetar adversamente nosso resultado.

Não podemos assegurar que não haverá uma reforma tributária que poderá implicar alteração nos benefícios e incentivos fiscais usufruídos pela Companhia, em especial em relação àqueles não destinados à Zona Franca de Manaus, nem que os incentivos e benefícios fiscais serão mantidos nas atuais condições (grandeza e efetividade) até o final de seus prazos de vigência.

Também não podemos assegurar que novos incentivos fiscais serão criados depois de encerrado o prazo de vigência daqueles incentivos de que somos titulares. Caso os incentivos fiscais sejam alterados ou expirem e não sejamos capazes de renová-los ou novos incentivos ou benefícios fiscais não sejam criados após a expiração daqueles em vigor, seremos afetados de maneira relevante e adversa.

i. Aos países estrangeiros onde o emissor atue

O aumento da competitividade do mercado argentino pode afetar materialmente o faturamento obtido pela Companhia com sua Joint Venture em tal país

Ao final de 2010, a Companhia constituiu um empreendimento em conjunto (joint venture) com a empresa argentina BGH Sociedad Anónima (“BGH”), que resultou na formalização da sociedade com controle compartilhado Informática Fueguina S.A., que tem como objetivo fabricar e comercializar produtos de informática voltados ao mercado da Argentina. No início de 2014, a marca entrou no Uruguai com a venda de netbooks educacionais para o governo. Com isso, foi efetivada a entrada no terceiro mercado de atuação. No fim de 2014 a joint venture anunciou a expansão de suas operações para o continente africano por meio da assinatura de um contrato com o governo de Ruanda para produção e venda de dispositivos educacionais sob a marca Positivo BGH no mercado local. Em 2016, a joint venture iniciou o fornecimento de PCs e tablets educacionais no Quênia, por meio de um contrato com o governo local. Em função da natureza da operação, os principais riscos envolvem a administração compartilhada entre a Companhia e a BGH, a produção em localidade remota e a exploração de novos mercados. Dessa forma, os futuros resultados desta joint venture poderão ser adversamente afetados por eventuais conflitos entre os sócios, dificuldades logísticas e aceitação dos produtos pelos consumidores locais. Adicionalmente, poderão ocorrer eventuais restrições a remessas de divisas ao exterior, incluindo dividendos, além de dificuldades na importação de insumos em função da necessidade de autorizações prévias junto às autoridades locais, bem como dificuldades e penalidades relacionadas ao cumprimento de leis e regulamentações de governos estrangeiros. A Companhia também pode enfrentar dificuldades relacionadas a condições competitivas adversas, ambiente legal e regulatório diverso, instabilidade política e econômica, bem como riscos cambiais similares aos existentes na operação brasileira em função do descasamento entre moedas, uma vez que grande parte dos custos com insumos é atrelada ao Dólar e os produtos são posteriormente comercializados em moeda local.

Em abril de 2017, o governo da Argentina reduziu para 0% a alíquota do imposto de importação para computadores, tornando menos competitiva a produção local. No fim de 2016, em função das sinalizações do governo sobre esta mudança, a joint venture decidiu encerrar a produção em sua principal planta industrial, então localizada na Província da Terra do Fogo, Antártida e Ilhas do Atlântico Sul. As futuras vendas para o mercado de varejo argentino estão planejadas para serem concretizadas por meio da importação de PCs e tablets. No momento, não há como assegurar que esta joint venture manterá a mesma competitividade perante a concorrência, considerando a expectativa de aumento da disputa por participação de mercado com empresas multinacionais, o que poderá reduzir materialmente o faturamento da joint venture no mercado de varejo local.

j. a questões socioambientais

A não obtenção e/ou renovação de licenças e/ou autorizações ambientais pode sujeitar a Companhia à responsabilidade criminal, administrativa e/ou civil.

A Companhia é obrigada a obter licenças e/ou autorizações ambientais de autoridades governamentais para certos aspectos de suas operações, as quais devem ser renovadas periodicamente, conforme detalhado no item 7.5 deste Formulário. A não obtenção de licenças ambientais, de suas renovações ou o descumprimento das condições sob as quais tais licenças sejam emitidas pode sujeitar a Companhia à responsabilidade criminal, administrativa (incluindo a paralisação de suas atividades) e/ou civil. Devido à possibilidade de mudanças nas regulamentações ambientais futuros dispêndios podem ocorrer.

O não cumprimento da legislação e regulamentação ambiental pode afetar adversamente os negócios da Companhia.

A Companhia está sujeita a legislação federal, estadual e municipal relacionada à preservação e proteção do meio ambiente. Entre outras obrigações, essa legislação estabelece, dentre outras, exigências de licenças ambientais e padrões para o descarte de efluentes, emissões atmosféricas, gestão de resíduos sólidos, parâmetros de emissões de ruídos, bem como exigências relacionadas a áreas especialmente protegidas. Na hipótese de violação ou não cumprimento de tal legislação, a Companhia poderá sofrer sanções administrativas, tais como multas, interdição de atividades, cancelamento de licenças e revogação de autorizações, ou estar sujeitos a sanções criminais (inclusive de nossos administradores), sem prejuízo do dever de reparar o dano ambiental causado na esfera civil.

As autoridades ambientais podem, ainda, atrasar de maneira significativa a emissão das licenças e autorizações necessárias para o desenvolvimento das atividades da Companhia, gerando, consequentemente, efeitos adversos aos seus negócios. Além disso, atrasos na renovação de licenças ambientais que tiveram seu requerimento protocolado fora do prazo de antecedência mínima exigido pelo órgão ambiental poderão, da mesma forma, trazer prejuízos ao pleno funcionamento das atividades da Companhia uma vez que tais licenças não estarão automaticamente renovadas até a decisão final dos órgãos ambientais.

Os custos para cumprir com a legislação atual e futura relacionada à proteção do meio ambiente, saúde e segurança, e eventuais contingências provenientes de danos ambientais e a terceiros afetados poderão afetar adversamente os nossos negócios, imagem, resultados operacionais e a situação financeira da Companhia.

k. Riscos Macroeconômicos

A instabilidade do cenário político do país poderá afetar adversamente a Companhia, impactando negativamente os seus resultados operacionais e a sua situação financeira.

O desempenho da economia brasileira é historicamente influenciado pelo ambiente político do país. Crises políticas afetaram, e continuam a afetar, a confiança dos investidores e do público em geral no mercado brasileiro, influenciando de forma relevante na desaceleração da economia e no aumento da volatilidade dos valores mobiliários emitidos por companhias brasileiras. Os recentes escândalos de corrupção atualmente investigados pelo Ministério Público Federal em operações tais como a “Operação Lava Jato”, “Zelotes”, “Greenfield”, “Eficiência” e outras, geram incertezas e impactam de forma negativa o ambiente político e a economia brasileira. As investigações sobre os esquemas de corrupção envolvem membros do Governo Federal, do Poder Legislativo e funcionários de grandes empresas, e impactam negativamente a percepção geral do mercado sobre a economia brasileira. Não é possível prever se novos escândalos de corrupção surgirão ou se haverá novos desdobramentos relacionados às investigações em curso, ou seus resultados sobre a economia brasileira. Em 1º de janeiro de 2019, após uma tumultuada disputa presidencial um novo governo tomou posse. A Companhia não consegue prever os efeitos que as medidas que serão adotadas por esse novo governo terão no ambiente político, social e na economia brasileira. Além disso, as divisões políticas ressaltadas no Brasil em razão das eleições poderão resultar em impasses no Congresso e dificuldade de implementação dos planos de governo, agitação política e manifestações massivas e/ou greves que podem afetar adversamente as operações da Companhia. Adicionalmente, incertezas em relação à implementação, pelo novo governo, de mudanças relativas às políticas monetária, fiscal e previdenciária, podem contribuir para a instabilidade econômica do país e aumentar a volatilidade do mercado de capitais brasileiros. Além disso, a economia brasileira vivenciou uma recessão acentuada nos últimos anos, devido, em parte, às políticas econômicas e monetárias intervencionistas do Governo Federal em exercícios anteriores associado à queda global dos preços de commodities. O Governo Federal atual busca aprovar uma reforma fiscal para estimular a economia e reduzir o déficit orçamentário, mas é incerto se conseguirá o apoio necessário no Congresso para aprovar reformas específicas adicionais, tais como a reforma da previdência social. Desta forma, a instabilidade do cenário político do país poderá afetar adversamente e a economia brasileira e, consequentemente, a Companhia, impactando negativamente os seus resultados operacionais e a sua situação financeira, bem como a cotação de suas ações.

O Governo Federal exerce influência significativa sobre a economia brasileira. Essa influência, bem como a conjuntura econômica e a política brasileira, poderão causar um efeito adverso relevante nas nossas atividades.

A economia brasileira tem sofrido intervenções frequentes por parte do Governo Federal, que por vezes, realiza modificações significativas em suas políticas e normas. As medidas tomadas pelo Governo Federal para controlar a inflação, além de outras políticas e normas, frequentemente implicam aumento das taxas de juros, mudança das políticas fiscais, controle de preços, intervenções no mercado de câmbio, controle de capital e limitação às importações, entre outras medidas. Não temos controle sobre as medidas e políticas que o Governo Federal pode vir a adotar no futuro, e tampouco podemos prevê-las. Os nossos negócios, nossa situação econômico-financeira e nossos resultados operacionais poderão vir a ser afetados de maneira relevante por modificações nas políticas ou normas que envolvam ou afetem fatores como:

• taxas de juros;
• controles cambiais e restrições a remessas para o exterior;
• política monetária;
• flutuações cambiais;
• alteração das normas trabalhistas, legais e regulatórias;
• inflação;
• liquidez dos mercados financeiros e de capitais domésticos;
• expansão ou contração da economia brasileira;
• política fiscal e alterações na legislação tributária;
• controle sobre importação e exportação;
• instabilidade social e política;
• políticas de saúde pública, tais como taxação ou restrição de consumo de determinados grupos de alimentos (i.e. bebidas açucaradas e/ou gorduras); e
• outros acontecimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos que venham a ocorrer no Brasil ou que o afetem.

A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do Governo Federal nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro e dos valores mobiliários emitidos no exterior por companhias brasileiras.

As ações do Governo Federal nas políticas ou normas que envolvam os fatores macroeconômicos acima listados poderão afetar adversamente nossas atividades e nossa análise de sensibilidade aos aumentos de taxa de juros. Ademais, mudanças nos preços de ações ordinárias de companhias abertas, ausência de disponibilidade de crédito, reduções nos gastos, desaceleração da economia global, instabilidade de taxa de câmbio, aumento nas taxas de juros no Brasil ou no exterior e pressão inflacionária podem adversamente afetar, direta ou indiretamente, a economia e o mercado de capitais brasileiros, o que poderá reduzir a liquidez global e o interesse do investidor no mercado de capitais brasileiro, afetando negativamente o preço das ações de nossa emissão, gerando consequências negativas aos nossos negócios, situação financeira e resultados operacionais.

A inflação e as medidas do Governo Federal para combatê-la podem influenciar significativamente a incerteza econômica no Brasil, e podem afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia.

A inflação e algumas das medidas do Governo Federal tomadas na tentativa de combatê-la, combinadas com a especulação sobre eventuais medidas governamentais a serem adotadas, afetaram de forma negativa e significativa a economia brasileira, contribuindo para a incerteza econômica existente no Brasil e para o aumento da volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as taxas de inflação anuais brasileiras em 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018 foram de 5,91%, 6,41%, 10,67%, 6,29%, 2,95% e 3,75%, respectivamente. Não se pode garantir que a inflação será inferior à taxa de inflação verificada em 2018 ou que permanecerá estável. Para o ano de 2019, a meta de inflação foi fixada no patamar de 4,25% (considerando um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual), sendo que no mês de junho o IPCA acumulado no ano foi de 2,23%.

As medidas adotadas pelo governo brasileiro para o controle inflacionário incluíram a manutenção de rígidas políticas monetárias com elevadas taxas de juros, consequentemente restringindo a disponibilidade de crédito e reduzindo o crescimento econômico. O Comitê de Política Monetária (COPOM) frequentemente ajusta a taxa de juros em situações de incerteza econômica para atingir metas estabelecidas na política econômica do governo brasileiro. A inflação, bem como as medidas governamentais para combatê-la e a especulação pública sobre possíveis medidas governamentais futuras, tem produzido efeitos negativos relevantes sobre a economia brasileira e contribuído para a incerteza econômica no Brasil, aumentando a volatilidade do mercado de capitais brasileiro, o que pode causar um efeito adverso sobre a Companhia. Quaisquer medidas tomadas pelo governo brasileiro no futuro, incluindo a redução nas taxas de juros, intervenção no mercado de câmbio e a implementação de mecanismos para ajustar ou determinar o valor do real, podem desencadear inflação, afetando adversamente o desempenho geral da economia brasileira. Se o Brasil enfrentar inflação alta no futuro, talvez a Companhia não possa ajustar os preços que cobra de seus clientes para compensar os efeitos da inflação em sua estrutura de custos, o que poderia aumentar custos e reduzir as margens operacionais e líquidas da Companhia. Além disso, no caso de aumento da inflação, o governo brasileiro pode optar por aumentar significativamente as taxas de juros. O aumento nas taxas de juros pode afetar não apenas o custo de nossos novos empréstimos e financiamentos, mas também o custo do endividamento atual da Companhia, bem como seu caixa e equivalentes a caixa, títulos e valores mobiliários e contratos de arrendamento a pagar, que estão sujeitos a taxas de juros. Dessa forma, a flutuação nas taxas de juros brasileiras e a inflação podem nos afetar adversamente porque a Companhia tem empréstimos e financiamentos indexados à variação do Certificado de Depósito Interbancário (“CDI”) e às Taxas Oficiais de Juros de Longo Prazo (TJLP). Por outro lado, uma redução significativa nas taxas de CDI, TJLP ou inflação pode afetar adversamente a receita das aplicações financeiras desta. Para maiores informações acerca dos riscos que as variações nas taxas de juros representam para a Companhia, ver o item 4.2 deste Formulário de Referência.

A instabilidade na taxa de câmbio pode afetar desfavoravelmente a economia brasileira, podendo prejudicar os resultados das operações da Companhia.

A moeda brasileira tem historicamente sofrido frequentes desvalorizações com relação ao Dólar e outras moedas mais fortes ao longo das últimas décadas. No passado, o Governo Federal implementou diversos planos econômicos e fez uso de diversas políticas cambiais, incluindo desvalorizações súbitas, minidesvalorizações periódicas durante as quais a frequência de ajustes variou de diária a mensal, sistemas de taxa de câmbio flutuante, controles de câmbio e dois mercados distintos de câmbio. A desvalorização ao longo de períodos mais curtos resultou em flutuações significativas da taxa de câmbio entre a moeda brasileira e o Dólar e moedas de outros países. Por exemplo, a desvalorização do real frente ao Dólar foi 13,4% em 2014 e 47,0% em 2015. Em 2016, houve uma valorização do real frente ao Dólar de 16,5%, enquanto que em 31 de dezembro de 2017, a desvalorização acumulada do real frente ao Dólar era de 1,5%. Em 2018, ocorreu a desvalorização do real frente ao Dólar de 17,1%. Em junho de 2019, o real valorizou frente ao Dólar em 1,1%.

Considerando a volatilidade que a economia global está enfrentando, não é possível prever qual será a variação futura do real em relação às principais moedas no mercado de câmbio internacional, nem se pode garantir que o real não desvalorizará novamente em relação ao Dólar. As depreciações do real geralmente dificultam o acesso aos mercados financeiros estrangeiros e podem incitar a intervenção do Governo Federal, inclusive com a adoção de políticas antirrecessão econômica. Por outro lado, a apreciação do real em relação ao Dólar pode levar à deterioração da conta corrente e do saldo dos pagamentos do Brasil, bem como impedir o crescimento das exportações. Nesse sentido, ambas as situações acima mencionadas podem afetar desfavoravelmente os negócios, a condição financeira e os resultados operacionais da Companhia. As depreciações do real frente ao Dólar também podem criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil, o que pode acarretar aumentos das taxas de juros, podendo afetar de modo negativo a economia brasileira como um todo e os resultados da Companhia, por conta da retração no consumo e do aumento dos custos da Companhia, bem como uma parcela de suas matérias-primas e/ou componentes para fabricação de produtos da Companhia tem seus preços direta ou indiretamente atrelados ao Dólar. Por outro lado, a valorização do Real pode levar à deterioração das contas correntes do país e da balança de pagamentos, bem como a um enfraquecimento no crescimento do produto interno bruto gerado pela exportação. A Companhia não exerce quaisquer influências sobre a política cambial adotada no Brasil e nem dispõe da capacidade de prevê-la. O negócio, situação financeira, resultados operacionais e perspectivas da Companhia poderão ser afetados negativamente por mudanças em tais políticas cambiais.

A deterioração das condições econômicas e de mercado financeiro, em geral, ou a percepção de risco em outros países, especialmente nos Estados Unidos e países de mercados emergentes nos quais a Companhia atua, pode afetar negativamente a economia brasileira.

As reações dos investidores às condições econômicas e dos mercados financeiros em geral, a percepção de risco em outros países, especialmente nos Estados Unidos, China e países de mercados emergentes, bem como as crises em outros países de mercados emergentes, poderá restringir nosso acesso aos mercados de capitais e comprometer nossa capacidade de financiar nossas operações no futuro com termos favoráveis. Na medida em que disputas comerciais entre países, em especial a atual disputa entre os Estados Unidos e a China, e outros problemas econômicos em países de mercados emergentes, como a Argentina e determinados países do continente Africano onde a Companhia atua, ou em outros lugares, afetem o Brasil negativamente, nosso negócio também poderá ser afetado negativamente.

Além disso, não podemos garantir que, em caso de ocorrências adversas em economias de mercados emergentes, os mercados de capitais internacionais manterão suas portas abertas para empresas com operações significativas no Brasil ou que as taxas de juros praticadas nesses mercados serão competitivas para a Companhia. A diminuição do investimento estrangeiro no Brasil pode afetar negativamente o crescimento e a liquidez na economia brasileira, que, por sua vez, pode ter um impacto negativo sobre nossos negócios. A interrupção ou volatilidade nos mercados financeiros globais pode aumentar ainda mais os efeitos negativos sobre o cenário econômico e financeiro no Brasil, o que pode ter um efeito adverso relevante sobre a Companhia, o que inclui ainda a dificuldade de refinanciamento dos empréstimos e dívidas da Companhia.